“Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu! Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por 1 rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça!”
- Pedro Bial
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Gostos, cores e amores.
Certas vezes, tenho vontade de pegar meu violão e sair porta à fora sem voltar mais, sem destino, sem complicações, sem responsabilidades. Pense bem o quanto seria bom não dar satisfações a ninguém, nem namorado, nem pai, nem mãe, nem amigos, nem ninguém.
Gosto de ser livre, e de ser presa também, gosto de tocar violão e escutar músicas acústicas que me fazem viajar, e nem sei pra onde. Odeio coisas espalhafatosas, apesar de ser bastante assim, não gosto que me critiquem pela minha personalidade ou por alguma coisa que eu fiz de errado. Já errei muito, e quem não errou? Já gostei de alguém na primeira vez que vi, e já me iludi muito com falsas promessas que estavam na cara que era mentira, e só eu acreditava. Mas mudei. Mudei quem sabe pra melhor, ou talvez pra pior.
Mudei o jeito de me vestir, de falar, de andar, mudei as companhias, as atitudes, as amizades, mudei o pensamento, o coração, as crenças, mas não os objetivos.
Pretendo cursar na faculdade biomedicina ou engenharia química, algo contra quem gosta de química? ou quem vai lidar com mortos o tempo todo sendo médica legista? Se tiverem algo contra, falem, mas falem pra mim, não pelas minhas costas.
Pessoas que falam mal pelas costas e alguém não tem o mínimo de decência, não tem o mínimo de caráter pra expor suas opiniões sobre os outros na cara deles. Tenham o mínimo de vergonha e parem de falar.
Sou bem gritalhona, bem normal, e apesar da pouquissíma idade sei bem o que é sofrer em relação a muitas coisas. Antes de falar de mim, tire tempo pra se colocar em meu lugar e passar certas coisas que me abalaram mas que passei por cima, ai então você verá o quanto é ruim se sentir mal.
Afinal, gostos, cores e amores, não se discutem.
Gosto de ser livre, e de ser presa também, gosto de tocar violão e escutar músicas acústicas que me fazem viajar, e nem sei pra onde. Odeio coisas espalhafatosas, apesar de ser bastante assim, não gosto que me critiquem pela minha personalidade ou por alguma coisa que eu fiz de errado. Já errei muito, e quem não errou? Já gostei de alguém na primeira vez que vi, e já me iludi muito com falsas promessas que estavam na cara que era mentira, e só eu acreditava. Mas mudei. Mudei quem sabe pra melhor, ou talvez pra pior.
Mudei o jeito de me vestir, de falar, de andar, mudei as companhias, as atitudes, as amizades, mudei o pensamento, o coração, as crenças, mas não os objetivos.
Pretendo cursar na faculdade biomedicina ou engenharia química, algo contra quem gosta de química? ou quem vai lidar com mortos o tempo todo sendo médica legista? Se tiverem algo contra, falem, mas falem pra mim, não pelas minhas costas.
Pessoas que falam mal pelas costas e alguém não tem o mínimo de decência, não tem o mínimo de caráter pra expor suas opiniões sobre os outros na cara deles. Tenham o mínimo de vergonha e parem de falar.
Sou bem gritalhona, bem normal, e apesar da pouquissíma idade sei bem o que é sofrer em relação a muitas coisas. Antes de falar de mim, tire tempo pra se colocar em meu lugar e passar certas coisas que me abalaram mas que passei por cima, ai então você verá o quanto é ruim se sentir mal.
Afinal, gostos, cores e amores, não se discutem.
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